E no meio da atmosfera, eu flutuo. Leve. Livre. Lúcido. Eu boio, embalado no leve vai-e-vem das ondas que me amparam. Os braços; abertos, abarcam o fluido que me sustenta. E eu penso, e paro. E paro de pensar. E tudo que existe pra mim, é a água, e o inspirar dos meus pulmões. E enquanto minha mente se esvazia, Eu expiro.Calmamente. E me afogo. E a água gentilmente, me abraça. Doce, Quente, como é de seu feitio. Parada. Parado. Parados. Ela, e eu. Juntos. Eu abro os olhos, e juntos vemos o céu estrelado. E a luz treme pela refração dos meus olhos. Lindas estrelas nos miram, curiosas. Vergonhosas. Em silêncio, As bolhas saem. Tremem, e Sobem apressadas. Como um rebanho de pequenas águas vivas. e todo o espaço do éter acima, contrasta com o espaço do azul maternal abaixo, no qual estou imerso. E no contemplar das luzes bailando no escuro, o sábio silêncio me envolve, e eu nada ouço. Nada vejo. Nada penso. Nada sou exceto parte da água que me envolve. E toda a cadeia de pensamentos cessa, e eu ouço o silencio. O real silêncio... Tranquilidade. Harmonia.
O que está embaixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está embaixo
quinta-feira, 31 de julho de 2014
terça-feira, 8 de julho de 2014
unleash
"the darkness are,...attractive. Charming,for the ones who don't truly know it .Let yourself run out in rage and blood, passes twice a week through the mind of every alive human. taste the wonderful pleasure that butchery is, is what attract so many minds to darkness. but fear, is what repels them. fear of judgment. fear of dyscontrol. fear of unknown. Fear! is what makes the man good.But Darkness isn't about good or evil. Darkness is about neutrality. about follow your most basic instincts. Is about do what you want, when you want. With whatever you want, without none of these pathetic taints called emotions. is about left behind this sad ghost named moral. is about to be pure. Is about be the animal that you really are, but keeps in the leash named fear..."- Crawler
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Obliterate
E hoje, eu me aproximo um pouco mais da borda. Um jogo perigoso, jogar com o próprio futuro. Apostar a própria segurança em troca de uma sensação que eu não sei nem mesmo descrever se estou ou não sentindo...Talvez seja por isso. Saber se eu sinto algo ou não. Saber se vai dar vertigem quando eu chegar à beira do abismo e olhar pra baixo(má escolha, amigo. nós dois sabemos que nesse caso, você tem vontade de se jogar. e você já fez isso antes. A diferença é que agora, você não tem nada mais para empurrar como antes...). E o tambor gira, com uma bala a mais a cada dia, e as veias com um litro a menos a cada hora. e o céu com um quilômetro a menos a cada segundo. Eu tenho medo. tenho medo de não ter medo. de não abrir os para-quedas. Tenho medo de não ver(não querer) ver até a hora de acertar o chão. Até a hora de não ter volta.O que eu estou fazendo ? por que eu estou fazendo ? qual o motivo disso ? eu me pergunto e encontro apenas o vazio como resposta. Eu não sei o que fazer para me acordar. Não sei o que fazer para me manter em atividade.Só as lembranças não me parecem fazer efeito. Isso me preocupa.
domingo, 25 de maio de 2014
Inner Worlds
Ver o mundo.
E saber que o que vemos, não pode ser visto. O que sentimos,
o que pensamos. Tudo isso, é nada. Não pode ser visto por ninguém. Por mais
ninguém, senão por mim. Por que o mundo como vemos, é só nosso. Nosso modo de
ver o mundo, de interagir com ele. Nosso mundo. Nossos mundos. Nossos domínios.
Nossas cabeças. Cada cabeça, um mundo. E Cada mundo, um oceano de pensamentos. Um
orbe único e incopiável. E cada orbe, um reino de fantasias, medos, amores. E cada
reino, uma era de vida da terra. E a cada vida; vivemos mil vidas, nas vidas de
outros e outras que vivem dentro da nossa mente. Nossas mentes. Mil mentes. Mil
luzes. Mil vidas, e mil milhas de distância do corpo que jaz no aqui e agora.
Perder-nos em um turbilhão de portais para outros lugares,
enquanto esperamos na fila do banco. Brincar de Alice, e seguir o coelho... E
tentar explicar o que existe dentro de nós, e transborda pra fora às outras
pessoas. E ouvir um entediante “eu entendo” ou o um pouco mais sincero (e um
tanto mais raro) “Eu não entendi”. O que é normal, já que não é pra entender
mesmo. Dessa parte eu gosto. Eu gosto de não ser entendido. É o meu mundo. Não é
para os outros verem. No máximo, se eu puder, deixo vislumbrarem o quadro
borrado que minhas palavras tentam inutilmente rabiscar para elas. Elas deviam
saber, não dá pra ver. Assim como eu não posso ver o delas. É o delas, e é o
meu. É onde termina o “eu”, e começa o ”outro”. É a divisa entre as nossas
almas, já que os corpos não estão realmente separados do resto do mundo (vide
textos anteriores). É difícil de explicar. Não é pra explicar, é só pra entender
(ou não entender, já que essa é uma divagação minha). É navegar dentro de si, e
perder-se, pra depois se achar.
É lindo...
...O que me faz encontrar o sentido da sentido na frase “e
Deus fez ao homem, Sua imagem e semelhança”. Somos máquinas de fazer sonhos, cujas carcaças
são pó das estrelas. Subarashii.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Ambush
E em meio às
sombras ele estava esperando. As mandíbulas travadas pela ansiedade. Os
músculos se retesavam em resposta aos pequenos ruídos que permeavam o ambiente.
”faz tempo” pensava. Muito tempo. A ansiedade dentro de si crescia conforme as horas passavam. O coração pulsava, num dolorido descompassado, que contrastava
com o vácuo na boca do estômago. Fazendo-o sentir-se quase que em uma queda
livre. Estava tudo ali. Tudo pronto. Cabia apenas ter paciência. Que árdua
tarefa; Todo ele parecia estar prestes a rebentar-se para deixar escapar essa urgência
que quase não mais lhe cabia dentro. Até que por fim, a Agonia se foi.
O som de passos se
assomou ao ambiente, seguido por uma leve sombra denunciava a chegada de seu
dono. Vindo tão imprudentemente através da passagem de pedra que delimitava o beco,
perfume e conhaque baratos invadiram suas narinas, trazendo atrás de si suor,
saliva, e sangue. Os membros tremeram. ”Agora é só mais um segundo”. A figura
cinzenta e mal equilibrada entrou pelo beco, envolta em um velho paletó
surrado. Sapatos de couro e solas duras denunciavam-lhe a posição. Andava
devagar, com passos incertos. “Bêbado.” Ele pensou. Como a sombra que era, deu dois
passos silenciosos para a direita, pela estreita grade de metal presa sobre a
abertura do arco. E em meio a toda a excitação, saltou.
O vento frio
lambeu-lhe o rosto. As mãos caíram-lhe sobre os ombros, direcionando todo o
peso para baixo. Acabara-se ali. O resto era diversão.Pouso sobre o monte de carne
mole e incerta, que pousou sobre o chão duro e firme. Quebrara-lhe uma ou duas costelas;
“Que som delicioso”. Ele pôde sentir os ossos romperem-se sob suas pernas. O
Grito; abordado por uma firme mão sobre a boca e o rosto, saiu apenas como um
sopro quente de baba sob seus dedos.
A faca penetrou
macia, sob as camadas de tecido, pele, e músculos atordoados. O sangue brotou como uma
rosa na camisa de linho suave que havia por baixo do paletó, e espirrou quente
em sua face ao remover a faca do lugar. O chão, as pernas, as costelas quebradas. Tudo era
brilhantemente, intensamente, maravilhosamente rubro. A vítima se torcia e
estrebuchava inutilmente sob seus pés. Seguiu-se outro golpe. E outro,e mais outro.
O sangue em seus braços era mais quente e acalentador que qualquer mulher que já tivera na vida. Os
ossos, e músculos, e pele, e órgãos, esfacelados. ”Oh, glorioso!”.
“Morreu”. Ele olhou pra cima, e contemplou a noite nublada. A
lua e as poucas estrelas que se deixavam ver por entre o véu de nuvens escuras,
suas testemunhas. Nada para descrever, além de êxtase. ”Hora de procurar outro.”
Ele moveu-se elegantemente pela viela escura, e subiu a parede de quatro metros
de altura que havia no fim do beco. Sobre a divisa do muro, ele observou uma
pequena figura de vestido anil atravessar a rua com passos apressados. O vento
que passava por ali lhe trouxe um cheiro familiar. ”Medo.” Ele desceu
calmamente pela parede, para se posicionar sob os arbustos próximos do caminho
para o próximo poste de luz. As primeiras necessidades haviam sido satisfeitas.
Sem urgência, ele esperou com um sorriso no rosto, sangue na faca, e um punhado
de ideias sobre como extrair mais prazer da próxima caçada.
“E a noite está
apenas começando...”
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Body
Olhe
para o seu corpo. Do que você é feito?
Eu
sou feito de pele e ossos. De unha e cabelos. De sangue e tripas. De fígado, rins e intestinos. Eu sou feito de coração e pulmões. De Músculo e Tendões. De vísceras e olhos. De hemácia, de neurônio e de membrana.
De carne, osso, e sangue, eu sou.
Eu
sou feito de carbono e Hidrogênio. De Nitrogênio e Oxigênio. De Cálcio Zinco e
Boro. De Enxofre e Potássio. De Flúor e Fósforo. De Sódio, Ferro e Magnésio.
De Silício, de Zircônio e de Rubídio.
De Mistura e elemento, eu sou.
Eu
sou feito do pó que explodiu das estrelas. Eu sou feito do Fogo, da Água, da Terra, e do Ar. Eu sou feito de Madeira e de Metal. Eu sou feito de Luz e trevas. Eu sou feito
da Ordem e do Caos.
De
corpo, mente e alma, eu sou.
Eu
sou Feito de Medo, Raiva e Amor. De alegria e de rancor. De Gozo e de dor. De
Coragem e de pavor. Tudo ao meu redor é feito meu.
E de tudo ao meu redor, eu sou.
Eu
sou a Luz das estrelas. Eu sou o vazio do abismo. Eu Sou o maior dos filhos de
minha mãe. E de todos os filhos que nascem desta terra, nenhum nasce mais
fraco do que eu.Eu sou uma consciência etérea, que anima um amontoado de
partículas recicladas e rearranjadas, feitas do pó estelar.
Uma fagulha da criação, eu sou.
Eu
sou a imagem, e a semelhança. Eu sou o oposto, e a diferença. Eu sou a parte
que completa o todo, e o todo que reúne as partes. Eu sou a mais Dantesca e a mais reles das criaturas deste mundo. Muito prazer...
Um homem,
eu sou.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Faith
E em mais um dia que chega ao seu desfecho, eu me vejo em
uma casa que não é minha, sem nenhuma perspectiva além do cansaço que se apoia
pesadamente em minhas costas. Cansaço que me faz lembrar de como os últimos dias
foram cinzas e ranzinzas. Sem cor, sem viço, sem nenhuma expectativa de que essa
merda pode ter algo de bom. Mas mesmo assim, quando o dia chega, eu me vejo
pegando os meus retalhos e fazendo aquilo que faço tudo de novo, e de Novo. Por
quê? Por que fazer sempre o mesmo e esperar um resultado diferente? Por que se
forçar a aturar toda essa merda quando sucumbir parece tão mais simples? Tão
mais doce? Tão mais fácil? Eu gostaria de saber essa resposta. A verdade é que
eu lembro os momentos ínfimos que eu tive e tenho de vez em quando. Aquelas mínimas
horas de oxigênio que nos vibram de dentro pra fora, e nos enchem de vida e
gozo, ainda que só por um momento. É esse ópio de luz solar ou a esperança
desse ópio, que nos faz mover-nos mais um pouco a cada dia. É a esperança por saber
(nas palavras do mestre) de que há algo de bom nesse mundo, e que vale a pena
passar pra ver. É saber que a chuva não cai só sobre mim, e que o sol que brilha
por trás das nuvens, vai secar tudo, quando a dor for embora.
Assinar:
Postagens (Atom)